
Na praça, junto às folhas caídas, um vestido branco, véu sobre a cabeça, um arranjo branco bonito sobre os cabelos presos e uma bolsa preta vestiam a triste moça que, de cabeça baixa, passava sem chamar a atenção das pessoas que, distraídas, iam caminhando. A noite negra deixava o contraste maior em seu vestido, as folhas secas caídas sobre os seus pés enfeitavam cada passo que dava, como uma luz em meio à escuridão: ela não poderia passar desapercebida. Veja os olhos tristes, a boca muda, mas mesmo assim ninguém lhe dava atenção.
Isabela Castro

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